My Family e Eu

Gravidez! (A Saga Continua)

Gravidez!

Continuação… (clique aqui).

(…) Convencida de que havia algo errado comigo e já passados quase seis meses de tentativas, marquei consulta com um médico aqui em Londres. O Sistema de saúde aqui é chamado de NHS (National Health Service); é público e equivalente ao nosso SUS no Brasil. Mesmo com planos de saúde, a passagem pelo seu GP (General Practitioner) do NHS é necessária, pois é ele quem decide se você deve ser mandado para um especialista ou não (e checa também a urgência de cada caso). Eu confesso que acho o sistema de saúde aqui meio bagunçado e demorado também, mesmo tendo plano de saúde na época (não tenho mais) que eu estava tentando engravidar, acabei indo pelo NHS, pois a burocracia para usar o plano aqui é tanta que me deu preguiça!

Já na consulta eu fui preparada para conseguir ser mandada para um especialista (quanto mais drama fizer, melhor, senão te enrolam e tu não passa das consultas no postinho). Quando minha médica perguntou há quanto tempo eu estava tentando, embora a resposta verdadeira fosse cinco meses, eu menti e falei que já estávamos tentando há quase dois anos. Ela percebeu meu desespero e muito querida me encaminhou para vários exames de sangue e pediu para o Damian fazer um teste de contagem dos “nadadores” dele. Ambos fizemos todos os exames necessários, os “nadadores” do Damian estavam com uma contagem um pouco abaixo do normal e um dos meus hormônios, a Prolactina, estava um pouco mais alta do que deveria. A médica me mandou de volta para casa e com muita insistência minha falou que ia me encaminhar para um ginecologista também, mas que eu teria que ficar fazendo esses exames de sangue mensalmente por alguns meses para ver se a Prolactina abaixaria sozinha e, se depois de alguns meses nada mudasse, daí sim ela iria me transferir para um especialista em fertilidade. Falou também que talvez meu ginecologista fosse de opinião diferente da dela e que, com sorte, ele me receitaria um remédio para baixar logo meu nível de prolactina, mas que o procedimento provavelmente seria “esperar mais uns meses para ver se tudo se estabilizaria sozinho”, segundo ela, até o fato de eu estar estressada poderia estar causando essa alteração hormonal, então remédios seriam o último recurso. Ahhh, o mesmo se aplicava para o probleminha do Damian! Como assim gente? Esperar para me “curar” sozinha? Neeeeeeeeeem pensar!!

Como boa dramática que sou, me desesperei, fiquei ainda mais convencida de que nunca me tornaria mãe naturalmente e já queria entrar em listas de adoção. Comecei a culpar o Damian (e ele a mim) pela nossa “falta de sorte”. Passado o susto, fui pesquisar mais sobre a Prolactina, Fase Lutea e tudo mais relacionado a “tentativas para engravidar”. Vi em vários sites que tinha um remédio chamado bromocriptina (conhecido no Brasil tb como Parlodel) para controlar os níveis de Prolactina e os relatos das pessoas que usaram o remédio eram bem positivos. Tentei comprar o remédio sem receita: impossível! O negócio seria esperar essa consulta com o ginecologista e rezar para ele me dar a receita desse bendito remédio. Enquanto eu esperava a cartinha com a data da minha consulta, comecei a pesquisar sobre ideias para aumentar a produção de esperma e li que tinham uns remedinhos naturais com reviews muito boas e comprei vários potinhos para o Damian ir tomando, e, coincidência ou não, meses mais tarde quando fizemos a contagem dele de novo, a produção dos danadinhos tinha subido de 11 para 37 milhões p/ alguma coisa que nao me lembro. (Link para os remedios que ele tomou aqui)

Passaram-se mais umas semanas e, um mês mais tarde, consegui uma consulta com o ginecologista de novo, muito simpatico e atencioso, massssssssssssss, só me solicitou repetir os exames de sangue e não quis me passar a receita para a bromocriptina de jeito nenhum, pois ele tinha a mesma opinião da medica do postinho (remedio só em último caso). Com muita insistência da minha parte ele colocou meu nome na lista de espera para conversar com um médico especializado em fertilidade e me encaminhou também para fazer um outro exame chamado HISTEROSALPINGOGRAFIA (Exame de Raio X onde injetam através do útero um líquido contraste, de modo a preencher o interior do útero e as trompas. Serve para avaliar se as trompas estão ou não obstruídas, além de examinar a cavidade uterina, verificando a presença de pólipos ou miomas que também podem pressionar as trompas).

Fazendo os exames de sangue novamente o level de Prolactina tinha baixado levemente, o que para mim não foi bom, pois sabia que definitivamente eles nao me dariam a receita do remédio para “apressar as coisas”. Enquanto eu esperava para fazer minha Histerosalpingografia e para a minha consulta com um especialista em problemas de fertilidade (que não aconteceria em menos de 6-8 semanas), decidi mudar minha estratégia e comecar a fazer o tratamento particular, porém, tratamentos de fertilidade, além de não serem cobertos pela maioria dos planos particulares de saúde, uma vez que você comece a se tratar por intermédio particular aqui, você meio que “perde sua vez na fila” para se tratar no NHS, então, como meu marido é Polonês e por uma “infeliz coincidência” a esposa do irmão dele também estava passando por problemas de fertilidade (bem mais complexos que os meus, já que eles já haviam passado por 6 ciclos de FIV – Fertilizacao in Vitro) e já eram “tentantes” há quase 10 anos, me recomendou uma clinica de fertilidade particular mega bem conceituada em Varsovia (com 1/10 do preço que eu pagaria aqui em Londres) e não pensei duas vezes, depois de trocar alguns emails com os médicos de lá, marquei minha consulta online, reservamos as passagens e partiu Varsóvia (detalhes dessa viagem e da clinica aqui).

Chegando lá, as consultas foram realmente de outro nível. Tudo muito organizado, tudo muito bem explicado. Repetimos todos os exames que fizemos em Londres e os nadadores do Damian estavam bem fortes, saudáveis e em grande quantidade, minha prolactina ainda estava alta e, finalmente, recebi a receita para minha tão sonhada Bromocriptina. Para ser sincera, eu fui para lá já querendo começar o tratamento de fertilização in vitro, mas a médica de lá me convenceu a usar o remédio primeiro e esperar mais seis meses antes de decidir começar um tratamento desses que, oposto do que eu pensava, nao é muito simples não.

Voltei para Londres, nisso já estávamos em meados de novembro, ainda esperando pela minha consulta com o médico especializado em fertilidade pelo NHS e com data marcada para Dezembro para fazer minha Histerosalpingografia. Começando a tomar a “Bromo” eu descobri o por quê deles estarem tão receosos em me dar a receita: o remédio era fortíssimo, me fazia passar MUITO MAL (e depois de umas doses acabei parando de tomar de tão mal que eu passava). Se passaram mais algumas semanas e ainda nada de babies (quase um ano tentando “so far”), em dezembro fiz a Histerosalpingografia (para quem vai fazer, não leiam os relatos assustadores na internet não, quase desisti de ir fazer depois de tudo que li sobre o quanto doía e etc…) e na real nem foi tão doloroso assim! Finalmente recebi a carta com a consulta marcada para o especialista do NHS para FEVEREIRO de 2013.

Nesse meio tempo, conversando com outras meninas, escutei e li vários relatos sobre sucos e produtos naturais que aumentam a fertilidade e óbvio que comprei uma juicer, maca powder, essência de própolis e tudo mais que tinha direito (link aqui ). Ok, mudei alimentação, fiz todos os exames e mini-procedimentos necessários, relaxei e descansei entre natal e ano novo, mas ainda assim comecei 2013 sem conseguir engravidar. Janeiro se passou e em fevereiro, já de saco cheio de tudo, resolvi que era hora de levantar a bandeira branca e dar um tempo na “tentativa de ser mãe”, me dedicar mais ao meu trabalho, aos meus hobbies e principalmente, ao Damian. Nessa mesma época surgiu uma oportunidade de mudar de setor aqui no meu trabalho e usei isso como mais um estímulo (desculpa) para dar um tempo na tentativa de engravidar. Tinha consulta marcada com o especialista para o final de fevereiro e fui, pois sabendo a demora do NHS, já seria bom manter meu nome na fila para os anos seguintes… Nessa consulta o especialista me receitou o Clomid (informações aqui) e falou que eu deveria começar a tomar no início da minha próxima menstruação, que estava para descer na primeira semana de março! Antes da consulta eu já tinha lido várias coisas sobre o clomid, inclusive links do remedio com má formacões de bebês (spina bifida entre outros) então estava muito relutante em tomar o remédio e como a ideia era dar um tempo nas tentativas mesmo, guardei os mesmos no armário la de casa (estão lá fechados até hoje) no caso de mudar de ideia.

Nessa mesma semana eu fui oficialmente promovida no trabalho e foi também quando oficialmente começamos a nos cuidar de novo. Celebramos a nossa nova fase naquele final de semana e na semana seguinte (primeira semana de março) fomos em uma despedida de um colega nosso que trabalha na mesma empresa que a gente e estava voltando para o Brasil. Lá eu já anunciei oficialmente que mudaria de setor e bla bla bla. Saímos para fazer umas compras de presentes de aniversário adiantados para o Damian, estavamos em paz, leves e satisfeitos com a nossa decisão!

Chegando em casa naquela noite eu tomei banho e na hora de fazer meu xixizinho noturno eu vi o meu estoque de testes de gravidez e ainda tinha um, falei com o Damian brincando que ia fazer o teste e ainda soltei a frase brincando “sabendo a sorte que eu tenho, bem capaz de estar grávida, imagina o mico de comecar no novo emprego já gravida?” e ri! Fiz o teste (convicta de que nao estava grávida, ainda faltava uns 5 dias para minha menstruação descer) e deixei lá, fui escovar os dentes e quando volto para o banheiro…………..POSITIVO.

Estava grávida! De 2-3 semanas! Saí do banheiro com o teste na mão, meio que “reclamando” e o Damian nem acreditou! Foi dormir achando que eu estava brincando. Gente, confesso que não foi a reação que eu esperava, passei meses indo e vindo para o trabalho, imaginando como seria o dia que eu descobrisse, imaginando como eu contaria para o Damian e o quão emocionante a “descoberta” seria. Não foi assim, fiquei a noite toda sem dormir por N motivos: pelo medo de contar para o meu novo chefe que eu estava grávida, com medo de me mexer muito e “perder” o bebê (que gravida nunca?), tentando lembrar tudo de errado que eu tinha bebido e comido nas últimas duas semanas e simplesmente por nao acreditar no milagre que estava acontecendo ali, dentro da minha barriga!

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OVERWHELMING! Esse post ficou longo demais e já estou aqui, emocionada relembrando de cada momento. Paro por aqui por enquanto prometo logo logo publicar outro post contando como foram os meus 9 meses com a Bellinha aqui dentro!!

Ps. O final feliz nao foi só para mim não. Se lembram da cunhada do Damian que eu mencionei ali em cima? A que estava tentando engravidar há 10 anos? Então, quando eu estava grávida de seis meses ela descobriu que estava grávida também, e, naturalmente, pois estava dando um “tempo” nos tratamentos. Hoje tem um menino lindooooo e saudável, priminho da Izabella, Little Kubus (Jacob). Então, mais uma vez, dedico este relato a todos que estão tentando engravidar e, mesmo nao sendo uma “expert” no assunto, se alguém precisar de dicas, informações e eu possa ser útil, por favor entre em contato! Sei que é meio clichê dizer: “relaxa que quando você menos esperar vai acontecer”, “tudo tem sua hora certa”, “quanto mais estressada você ficar, mas vai demorar” mas, por mais irritante que seja escutar isso as vezes (queria torcer o pescoço de cada pessoa que me falava isso) hoje acho que e’ a mais pura verdade!

Ps2. Até hoje não sei se a baby veio por causa da Bromocriptina, Histerosalpingografia (quando fui fazer o procedimento o meu médico falou que 70% das moças que fazem engravidam dentro de 3 meses, pois meio que “limpa” as trompas e deixa o caminho livre para o nosso óvulo sair “rolando” ali ;-)), os remédios naturais (aqui e aqui e aqui) ou se foi o “destino” mesmo…

Baci!

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